Sacudir a água do capote
É a sensação com que se fica depois de ler as declarações de José Sócrates (JS) em Poitiers (!), naquelas que acabam por constituir as declarações mais significativas depois de ter perdido as eleições. JS deixa uma sensação de, como Pilatos, querer lavar de mãos ou, pelo menos, aligeirar a carga de uma gestão política desastrosa e uma gestão económica baseada em minar as bases da já de si frágil classe média portuguesa. E não é a primeira vez que assistimos a tamanha falta de responsabilidade política para com o País por parte de antigos primeiros–ministros. As declarações em si são perfeitamente banais, posto que o que está em causa é sempre uma gestão da dívida dentro de limites controlados e não o seu pagamento na totalidade. Não são declarações para alguém que se pretende “um estadista”. JS puntualizou depois, como sempre, e através de comparações despropositadas com outros países. Mais vale que JS se dedique ao real estudo enquanto aluno e deixe de prestar declarações que só sublinham a pequenez da sua figura.









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