Plano Nacional de Barragens
Em Novembro de 2009 a Comissão Europeia apresentou um relatório em que questionava os estudos de impacto ambiental bem como a real necessidade das barragens previstas, principalmente no que ao Alto Douro vinhateiro diz respeito. Os objetivos de produção elétrica teriam que ser revistos ou o que estaria em causa seria a qualidade da água. Já para não falar em outras questões “menores” como as barragens constituírem um obstáculo à migração de espécies piscícolas. As possibilidades de navegação estavam insuficientemente estudadas e o plano estaria sobredimensionado. Só para a bacia do rio Douro estão em marcha cinco novas barragens, isto num território que não vai comportar – diz o relatório independente da C.E. – essa acumulação desnecessária de infraestruturas. A relação custo-benefício foi fortemente questionada. A adjudicação deste conjunto de barragens permitiu, em 2008, um encaixe financeiro através do qual o Governo conseguiu cumprir o limite do défice fixado pela UE. Mas a que preço? Recentemente o secretário de estado da Cultura assegurou que o Governo não deixaria nunca a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade da Unesco, a propósito da barragem da Foz do Tua. É patético assistir à preocupação unicamente com estes rótulos e não promover um estudo sério que minimize os impactos da intervenção humana dentro de um quadro de respeito pelo património natural português que, agora mesmo e cada vez mais no futuro, poderia ser dos poucos trunfos que nos diferenciariam.









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